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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Weiβbier / Weizenbier

Confrades,

após novo hiato, dessa vez realmente longo - eu admito - volto para escrever sobre nada menos que o meu estilo de cerveja favorito. Sim, tive minhas escapadas, flertei com APAs, Reds e IPAs, mas a Weizen é maior que tudo isso, é compassiva e piedosa, e apesar das escapadas nunca me deixou. Por isso devo grande parte do meu apreço, além do meu verdadeiro e único amor cervejeiro a esse nobre, ilustre, grande estilo.

A Weizen, Weisses, Weiβes ou como quiser chamar, é para muitos a primeira cerveja "diferente"; com diferente eu quero dizer aquela cerveja que despertou o confrade adormecido em cada um de nos, aquela cerveja que nos libertou das amarras da Pilsen, ou pior, da American Standard Lager (Light Lager). Nesse ponto a Weizen rivaliza com a Red, e em alguns casos a IPA (para aqueles que já traziam em si uma semente rebelde!), mas nenhuma é tantas vezes citada quanto essa cerveja pra lá de bárbara...ups, bávara. 

Muito além de um estilo de cerveja, essa bebida - e seu copo exclusivo - são uma entidade, orgulho supremo para os bávaros, e presença obrigatória entre as produções de todas as cervejarias que se preze. Foi uma longa e árdua pesquisa, mas também muito prazerosa, realizada ao longo de duas semanas aproximadamente, e alguns copos de Franziskaner. Como de praxe, tive de cortar algumas partes, afim de que não se tornásse uma leitura excessivamente demorada, ou mesmo chata. Espero ter conseguido agradar a todos, aos que gostam de um overview, e àqueles dentre os ilustres que lêem os meus posts vorazmente, atrás dos mínimos detalhes. Enfim, boa leitura!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Lúpulo

Dando continuidade à série de posts acerca dos ingredientes principais da cerveja, apresento hoje o resultado de minha mais recente pesquisa, a qual trata do ilustre lúpulo, esse pequeno cone verde, apreciado, ou melhor, adorado por tantos, e que com certeza desperta a curiosidade de muitos. Acabou que tive que me forçar a publicar o post, uma vez que a pesquisa estava levando a um artigo imenso, aprofundado em todos os sentidos, e que acabaria por se mostrar uma leitura excessivamente chata (eu mesmo estava achando isso!). Segue, então, uma versão compacta; os pontos que ficaram de fora, ou que receberam apenas uma pequena explicação serão tema de posts próprios num futuro não muito distante!

Bem, vamos lá: o lúpulo é o ingrediente da cerveja que fornece sua espinha dorsal em termos de amargor, aumenta sua estabilidade micro-biológica, ajuda a estabilizar sua espuma, e influencia muito o seu sabor e aroma. Uma cerveja feita sem lúpulo não passa de suco de cevada, sem caráter; o lúpulo é a assinatura, e peça fundamental em grande parte dos estilos atualmente consumidos mundo afora.

Like salt, pepper and spices in food, the flavour benefits that hops bring to beer are almost immeasurable. And just as the winemaker has hundreds of grape varieties to choose from, the brewer has na equally wide choice of hop varieties, some delicately floral, some blackcurranty or earthy, others bursting with vibrant grapefruity zing. Melissa Cole, LET ME TELL YOU ABOUT BEER

domingo, 22 de dezembro de 2013

Malte

A maltagem é o processo no qual determinado grão em estado cru é preparado através de um processo específico e seguindo uma dada sequência de forma a alterar as suas características originais a fim de se obter malte, o qual é, juntamente com a água, o lúpulo e o levedo, um dos principais ingredientes na produção de virtualmente qualquer cerveja. Todo e qualquer grão pode passar por esse processo.
A maltagem é essencialmente o primeiro passo na fabricação de cervejas. Uma das principais funções desse processo é quebrar as proteínas contidas no grão, liberar as suas enzimas e modificar o amido, necessários para a posterior fabricação.
Basicamente, no processo de maltagem, o grão é macerado em água, depois, guardado sob condições controladas que estimulam a sua germinação, e finalmente seco em forno e/ou torrador.

sábado, 26 de outubro de 2013

O Chocolate

Kakao (http://www.theobroma-cacao.de)
Chocolate engloba um grande número de confeitos e sabores derivados da semente da árvore de cacau, própria das Américas Central e do Sul. Estudos recentes afirmam que o cacau foi primeiramente consumido por habitantes da América Central na forma de uma bebida fermentada. Hoje pode-se afirmar sem medo que o sabor do chocolate está entre os sabores mais apreciados em todo o mundo, motivo pelo qual não é de se surpreender que tanto micro cervejarias quanto os grandes conglomerados estejam cada vez mais em busca de formas de incorporar esse aroma aos seus produtos.

sábado, 22 de junho de 2013

Bier on Tour - Servus TV Ep. 02

Senhores,

dando continuidade à série Bier on Tour, que apresenta o especialista Conrad Seidl em uma interessantíssima viagem pela Alemanha - conhecendo inúmeras cervejarias, apresentando o processo de fabricação, estilos, etc. - vem aqui o segundo episódio. Nesse episódio, Seidl inicia trazendo o seu aprendiz à St. Johann, a maior região produtora de Lúpulo da Europa. Isso por si só já promete!
Weiter gehts mit der 2. Folge Bier on Tour! Diesmal besuchen Seidl und sein treuer Azubi gleich zu Anfang mal St. Johann, bekannte größte Hopfenplantage Europas!

Lassts euch schmecken!



sexta-feira, 31 de maio de 2013

Lacing

Lacing
Confrades, confridas, amigos,

o que é aquela espuminha, aquelas ilhas de espuma fininha que escorrem pelo copo assim que terminamos de beber a cerveja? Sujeira? Má formação de espuma? Sinal de que eu bebi minha cerveja rápido demais, devagar demais, que raios é isso? Ou apenas o doloroso e impiedoso sinal de que o suco terminou, a festa acabou, a segunda-feira nos espera? Pois quantas vezes já nos vimos diante da situação em que o papo, assim como a cerveja, acabou, e estamos nós à mesa observando aquela espuminha escorrer pelo copo. Ou então estamos a brincar com o copo, girando e contorcendo-o a fim de verificar se conseguimos impedir a espuminha de chegar ao fundo, juntando uma ilhazinha aqui, outra ali; vai que a união da espuma produz mais uns últimos golinhos, certo?
Pois bem, fui dar uma olhada para ver se achava algo a respeito desse tal de lacing, e eis aqui o resultado.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Colarinho.

Confrades, confridas, amigos,

a espuma. O colarinho; objeto de discussões mil.
Há quem goste, há quem queira seu Chopp, pasme, sem colarinho. Pois é, semana passada vi no cardápio de um bar aquilo em que não pude acreditar: a opção de se receber o Chopp à mesa com ou sem colarinho. Aí o camarada vai dizer: "Calma, vai ver era uma Ale ortodoxamente inglesa", claro, nesse caso uma bolha que for, há quem diga, já seria motivo suficiente para demissão por justa causa do pobre barman. Questões trabalhistas de lado, vale dizer que não, era Pilsen mesmo, aquela tradicional. Agora, sem colarinho?


Não pude deixar isso passar em branco; vi-me logo obrigado a recolher informações e um embasamento teórico capaz de provar que meu (nosso, suponho) amor pelo bem formado colarinho cremoso não é em vão. Não que eu vá retornar ao bar e pregar teses em sua porta, mas a título de informação, creio que uma lida seja válida.