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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Weiβbier / Weizenbier

Confrades,

após novo hiato, dessa vez realmente longo - eu admito - volto para escrever sobre nada menos que o meu estilo de cerveja favorito. Sim, tive minhas escapadas, flertei com APAs, Reds e IPAs, mas a Weizen é maior que tudo isso, é compassiva e piedosa, e apesar das escapadas nunca me deixou. Por isso devo grande parte do meu apreço, além do meu verdadeiro e único amor cervejeiro a esse nobre, ilustre, grande estilo.

A Weizen, Weisses, Weiβes ou como quiser chamar, é para muitos a primeira cerveja "diferente"; com diferente eu quero dizer aquela cerveja que despertou o confrade adormecido em cada um de nos, aquela cerveja que nos libertou das amarras da Pilsen, ou pior, da American Standard Lager (Light Lager). Nesse ponto a Weizen rivaliza com a Red, e em alguns casos a IPA (para aqueles que já traziam em si uma semente rebelde!), mas nenhuma é tantas vezes citada quanto essa cerveja pra lá de bárbara...ups, bávara. 

Muito além de um estilo de cerveja, essa bebida - e seu copo exclusivo - são uma entidade, orgulho supremo para os bávaros, e presença obrigatória entre as produções de todas as cervejarias que se preze. Foi uma longa e árdua pesquisa, mas também muito prazerosa, realizada ao longo de duas semanas aproximadamente, e alguns copos de Franziskaner. Como de praxe, tive de cortar algumas partes, afim de que não se tornásse uma leitura excessivamente demorada, ou mesmo chata. Espero ter conseguido agradar a todos, aos que gostam de um overview, e àqueles dentre os ilustres que lêem os meus posts vorazmente, atrás dos mínimos detalhes. Enfim, boa leitura!

domingo, 5 de abril de 2015

BarbaRoja - Strong Red Ale

A cervejaria BarbaRoja foi fundada como cervejaria independente e familiar em Escobar, a 50 km de Buenos Aires, Argentina. Ela tem uma gama considerável de rótulos diferentes, desde os estilos tradicionais até rótulos únicos criados especialmente por eles (nesta categoria encaixam-se principalmente inúmeras variedades de cervejas frutadas).

Antes de fundar a cervejaria, em 2001, o proprietário Antonio Mastroianni passou nada menos que 6 anos amadurecendo a ideia da cervejaria própria, viajando pela Europa e colhendo informações para assentar a pedra fundamental daquela que viria a ser uma das cervejarias artesanais mais conhecidas do país dentro de poucos anos.

Quando finalmente iniciou os trabalhos, eram 5 os estilos de cerveja produzidos, com uma produção mensal (nem tão pequena assim para uma cervejaria artesanal recém fundada) de 7 mil litros. Com o passar dos anos, a produção aumentou, bem como os estilos ofertados. No ano de 2012, sua produção anual era de cerca de 55 mil litros mensais, divididos entre 14 variedades. As cervejas são exportadas, além disso, ao Uruguai, Chile, Itália, Espanha e Canadá.

domingo, 29 de março de 2015

Saison Beer / Eisenbahn Saison / Saison Apricot Bodebrown

Saison Beer - bestofbrussels.wordpress.com
A cerveja Saison é essencialmente uma Pale Ale com teor alcoólico aproximado de 7%, altíssima carbonetação, com aroma e sabores frutados e condimentados. A cerveja mestre em termos de Saison atualmente é a Saison Dupont Vieille Provision.

Esse tipo de cerveja costumava ser feito nos meses mais frios e com menor atividade nas fazendas de antigamente (como todos os outros estilos, conforme já descrito em outros posts), e então reservada para consumo ao longo do verão. A sua origem situa-se na região da Walônia, mais precisamente na província de Hainaut, na parte francesa da Bélgica. A cerveja era feita, como mencionado, nos meses mais frios, do final do outono ao início da primavera, uma vez porque a refrigeração era precária ou inexistente, e a fermentação podia então ser melhor controlada quando do frio ambiente, outra para manter ocupados os servos fixos das fazendas da época, já que o trabalho nos campos cheios de neve era quase inexistente e por fim ainda para gerar bagaço, o qual podia ser incorporado à ração dos animais durante os meses frios. Em seguida, a cerveja era consumida ao longo dos meses mais quentes, quando os fazendeiros também contratavam os trabalhadores temporários –„les saisonniers“-, que tinham direito a até cinco litros de cerveja por dia trabalhado. Essas cervejas tinham um teor alcoólico menor que as Saisons atuais, variando de 3% a 3,5%. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Opa Bier - Bock

Aproveitando uma recente ida à trabalho à cidade de Joinville, dei uma passada na Opa Store, que fica à beira da BR-376, na entrada da cidade, e não muito longe da cervejaria em si. Lá chegando me deparei, obviamente, com uma série de artigos da Opa, não podendo faltar, claro, toda a gama de cervejas por eles fabricados. Foi aí que notei a Opa Bock, de cuja existência eu sequer sabia. Aproveitei para levar uma garrafa (algo em torno de R$9,80/600ml). Também levei duas Pale Ale, já que estava justamente escrevendo sobre lúpulo, e né? Nada mais lupulado que uma IPA. 

Mas isso é tema para outros posts. Fato aqui é que Bock, estilo sobre o qual escrevi um tempo atrás, é um estilo de cerveja absolutamente complicado para mim. Diferente das Weizen, por exemplo, que é uma cerveja que eu adoro quase que independentemente da cervejaria que a produziu, as Bocks estão longe disso. Há aquelas pelas quais me apaixono logo de cara, devido à explosão de aromas, ao corpo denso e à coloração única, e existe aquelas onde já no primeiro gole consigo prever que será uma tortura terminar a garrafa.

Enfim, isso não me impede de sempre que possível comprar alguma Bock para tirar a dúvida. Desta feita, não pude deixar de levar também a da Opa, essa simpática cervejaria que (quase) sempre sabe o que faz!

sábado, 20 de setembro de 2014

Bockbier

Lata da cervejaria Feigenspan.
Por volta de 1950
A Bock Bier é uma cerveja forte, com densidade específica do mosto (specific gravity) acima de 16 graus Plato e teor alcoólico geralmente acima de 6,5%, podendo ser clara ou escura, de alta ou baixa fermentação. O estilo de cerveja é oriundo da cidade de Einbeck, na Alemanha, possuindo inúmeras variações comerciais e regionais. Algumas dessas variações possuem raízes históricas, já outras são experimentos que fazem uso dos mais diversos ingredientes ou tipos de fermento em um mosto de alto extrato. Ainda que a maior parte das Bocks seja composta de lagers de baixa fermentação, existem exemplares de alta fermentação que igualmente recaem nessa categoria, sendo a Weizenbock provavelmente seu mais conhecido representante. 

Há inúmeras cervejarias em todo o mundo que têm Bockbier como produto de prateleira, aínda que seu consumo seja maior e mais específico em determinadas datas festivas do ano. Por outro lado, muitas cervejas britânicas, belgas e americanas são classificadas como bock, mas apenas para fins de taxação, uma vez que sequer se aproximam de algo parecido com as bocks originais. 

Espero neste post poder contribuir um pouco mais com o conhecimento de todos no que tange essa ilustre representante das cervejas germânicas.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Porter - Uma perspectiva histórica

Porter é um estilo de cerveja escura cuja história remonta ao século XVIII. A importância da Porter na história da cerveja mundo afora é imensa, sendo responsável por escrever em letras maiúsculas o nome das grandes cervejarias britânicas no cenário mundial, por matar a sede dos colonos americanos que, ávidos por independência, faziam de seu país um campo de batalha, além de viajar o mundo, sofrendo seguidas metamorfoses a fim de se adaptar a lugares e períodos diferentes, basta ver a variedade de estilos Porter disponíveis hoje. A cerveja Porter é atualmente um dos estilos mais firmemente enraizados no gosto do publico cervejeiro em todo o mundo, e sem dúvida o mais importante estilo de cerveja britânico já criado.

sábado, 12 de abril de 2014

Dortmunder Actien-Brauerei

Logo Dortmunder Actien-Brauerei

Bergmann
A DAB é ao lado da Hövels Hausbrauerei e da Bergmann Brauerei, uma das três últimas cervejarias da cidade de Dortmund, em Nordrhein-Westfalen, Alemanha. Atualmente a cervejaria pertence à gigante Radeberger, por sua vez parte do grupo Dr Oetker. A cervejaria foi fundada em 1868 por três empresários (Laurentz Fischer, Heinrich Mauritz e Friedrich Mauritz) e o mestre cervejeiro Heinrich Herberz, sendo então batizada de Bierbrauerei Herberz & Co, nome que perduraria apenas 4 anos antes de ser alterado para DAB. Na época da fundação, o terreno que viria a sediar a planta foi comprado por 4500 Taler (moeda de prata comum na Europa e que resistiu na Alemanha até 1871, quando foi substituída pelo Mark, ou Marco Alemão). Nessa época, as famosas minas de carvão, responsáveis pela riqueza e dias de glória daquela região, estavam literalmente a todo vapor, de modo que a briga entre as cervejarias pela crescente clientela, composta em sua maioria pelos funcionários das minas, era acirrada.

sábado, 9 de novembro de 2013

Radler (Radlermaß)

Radler (ou Radlermaß), é uma bebida mista de cerveja e suco, tradicional da Alemanha. No começo, o Radler era feito misturando-se meio Maß de Cerveja escura e meio Maß de suco; contudo, com  a evolução e atual domínio das cervejas claras, a proporção passou a ser de 50% de cerveja clara e 50% de limonada. Essa proporção pode variar em alguns casos, de modo que a cerveja assume até 60% do total.
Karlsberg Radler - karlsberg.de

História

Possívelmente o Radler foi inventado por ciclistas pertencentes aos Radlervereine (clubes de ciclistas, Radler) no fim do século 19. A escritora Lena Christ menciona a bebida em seu livro Erinnerungen einer Überflüssigen, que trata de uma história do ano de 1900, e que foi lançado em 1912, dando a entender que a bebida já era conhecida na Bavária ao final do século 19.

sábado, 29 de junho de 2013

Pumpkin Ale

Confrades,

Após um intervalo quiçá longo demais, volto a escrever um post relativo a determinado estilo cervejeiro. Saindo um pouco das terras germânicas, cujas cervejas já foram tema em alguns posts por aqui, trago hoje um pouco mais sobre a interessantíssima Pumpkin Ale. Tendo apreciado um exemplar dessa iguaria nos últimos dias aqui em Curitiba, fui logo atrás de mais informações a seu respeito. Espero que gostem do resumo e que, como eu, possam aprender um pouco a respeito dessa cerveja que já pelo seu nome desperta curiosidade.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Bourbon Bock - Paulaner





Confrades e confridas, um pouco mais a respeito dessa nova e belíssima cerveja, produto dos mais loucos devaneios dos aprendizes de mestre cervejeiro residentes na Paulaner.


A maturação de cervejas em barris de Whisky certamente nao é nada novo. Há algum tempo há cervejarias que guardam sua cerveja recém produzida em barris de carvalho, os quais até pouco serviam à guarda do ilustre destilado. Há, por exemplo, a Paradox da Brewdog, uma Imperial Stout maturada em barris localizados na Isle of Arran, Isle of Jura ou na Springbank; ou então a Cambra Bavaria, cuja Doppelbock igualmente descança em barris inutilizados. A última cervejaria a aderir a esse uso foi a Paulaner.

"Queremos inventar novos e reinterpretar antigos estilos de cerveja" - Martin Zuber, mestre cervejeiro da Paulaner.

O por que disso? Simplesmente por ser um jeito bastante descomplicado de se adicionar novos sabores e aromas à cerveja. Dependendo do Whisky em questão, a cerveja adquire aromas mais frutados, mais condimentados ou até mesmo defumados. E como o procedimento como um todo evidentemente dá à cerveja um requinte e uma exclusividade toda especial, é natural que a cervejaria possa salgar um pouco mais o preço de seu produto.

domingo, 9 de junho de 2013

Roggenbier

Senhores,


após ter tido o imenso prazer de degustar uma excelente Roggen neste último final de semana (no Hop´n´Roll, Curitiba), surgiu a ideia de pesquisar um pouco mais sobre esse tão esquecido e mesmo pouco conhecido tipo de cerveja. É uma cerveja sensacional, aínda que difícil de ser encontrada, como vocês podem ler no post; entretanto, se um dia você tiver a chance e avistar esse raro espécime, sugiro que o apanhe sem titubear!

A Roggen da Thurn und Taxis.
(Foto: Thurn und Taxis)
Roggenbier, ou Rye Ale, é uma cerveja de alta fermentação (tradicionalmente, mas não exclusivamente), produzida há séculos principalmente na região da Bavária (Sul da Alemanha), e feita a partir de malte de centeio (Roggen), numa proporção mínima de 30%.

Dentre as cervejarias que mais contribuíram e contribuem com a produção da cerveja e conservação da história da Roggenbier está a cervejaria Spezial (Schielring, perto de Regensburg); sua cerveja era originalmente chamada de Schierlinger Roggen. Em 1988 a cervejaria foi comprada pela Furstliches Spezialitaten-Brauhaus Thurn und Taxis (Regensburg), por sua vez incorporada pela Paulaner em 1997. A Paulaner continua a produzir uma Roggenbier, e a própria Spezial, mantida pela Kuchlbauer (Adensberg), mantém igualmente uma Roggenbier como cerveja de prateleira. A cerveja da Thurn, com sua bela coloração avermelhada e seu copo característico pode ser vista ao lado. Além dessas duas grandes cervejarias, há um pequeno numero de cervejarias alemãs que continuam ou voltaram a produzir algum tipo de Roggenbier.



quinta-feira, 30 de maio de 2013

Rauchbier.

Cervejas da cervejaria Heller Trum aka Schlenkerla

Rauchbier se refere a um estilo de cerveja lager alemão, produzido a partir de malte defumado. A história da Rauchbier tem suas raízes na região de Franken (Franconia, norte do estado de Bayern), e o rótulo mais conhecido no segmento é sem dúvida a Aecht Schlenkerla Rauchbier, produzida pela cervejaria Heller Trum. A cervejaria Heller-Trum (de agora em diante chamada de Schlenkerla), locada em um prédio histórico, está situada a cerca de 100 metros do centro histórico da cidade de Bamberg e de sua bela catedral, o que leva muitos turistas a darem um pulo na cervejaria e apreciarem a cerveja aliada à comida típica após um passeio. Aos visitantes costuma ser contada a história segundo a qual Rauchbier surgiu quando um mosteiro foi destruído nessa região na idade média. Apesar de completamente destruído o mosteiro, a cervejaria incluindo boa parte do malte armazenado foram poupados. Como os monges não tinham mais dinheiro, não podiam arcar com os custos da compra de malte novo, resolvendo então utilizar aquele malte defumado (por ocasião do incêndio) na produção de sua cerveja. A fumaça havia dado ao malte um aroma muito especial, o que agradou a todos, tornando a cerveja famosa dentro de pouco tempo.